As forças motrizes do Século XXI
Nós somos testemunhas de uma época de mudanças, talvez sem precedentes na história da humanidade. O Século XXI não começou realmente no dia 1o. de janeiro de 2001. Na verdade, a virada do Século XXI ocorre mais ou menos em torno de 2004 quando “o modelo Internet começa a permear toda a sociedade mundial”.
O Século XXI tem três forças motrizes:
- A democratização do conhecimento (e a construção do conhecimento de forma colaborativa);
- A força dos nichos, ou seja, não existem mercados desprezíveis (a “Cauda Longa”);
- Globalização, para valer e irreversível.
Essa globalização, que falamos há quase duas décadas, nos atinge agora em sua plenitude. Isso pode ser constatado (em seu lado negativo), pela força com que a crise da economia americana vem atingindo todo o mundo.
A globalização, avassaladora, nos últimos 5 anos se deve a três fatores chave:
- O outsourcing (de quase tudo);
- A Internet e os Web Services;
- A democratização das ferramentas de produção.
A democratização das ferramentas de produção permite que chineses, brasileiros, tailandeses, russos, indianos, produzam ativos de alta tecnologia, para os mercados mais sofisticados do mundo, utilizando plataformas de mercado, mantendo padrões com menor custo.
O Século XXI é o século das plataformas, a principal chave da democratização da produção. Christopher Alexander descreve como plataformas “os conjuntos de padrões que podem ser aplicados a soluções de problemas milhões de vezes, sem que se pense neles mais de uma vez”.
Assim, mais do que antes, as plataformas do Século XXI devem permitir que:
- Todos opinem (Cauda Longa, Sabedoria das Multidões);
- Clientes criem seus produtos (Colaboração);
- A sabedoria se propague em rede;
- Troque-se o copyright pelo copyleft (todos são donos do produto final da colaboração);
- Que todos estejam em toda parte.
O mundo da TI é afetado em cheio, pois onde predominavam plataformas proprietárias, começam a prevalecer as plataformas de mercado, chaves para a colaboração.
Eu acredito que as plataformas de mercado substituem com larga vantagem as plataformas proprietárias em softwares de gestão. Mas como uma empresa de TI pode se diferenciar neste mundo de plataformas padrões? Este já é um assunto para o próximo posting.
Pensem em tudo que compartilhei com vocês discordem, concordem, opinem. Voltarei a esse tema brevemente.
UPDATE:
O Vicente Goetten Junior, do blog Goetten.org , mandou um vídeo ótimo, que se encaixa perfeitamente nessa “visão” para o século XXI que compartilhei com vocês.
Obrigado Vicente!


Boa tarde Jorge,
gostei da ideia de criar um cenário deste tipo. Com certeza vamos ter um bom e colaborativo aprendizado !!
Abracos
Concordo. Mas inda estamos travados em uma plataforma que nao permite um acesso rápido e pratico de qualquer estacao de trabalho.
O EMS precisa entrar no mundo dinamico da internet, webservices e integracao.
Eduardo,
A Datasul vai continuar ouvindo o mercado e atendendo às suas expectativas como tem feito ao longo destes 30 anos, através de contribuições como as suas. O uso da Web tem sido considerado pela Datasul nos últimos anos o que nos tornou a maior provedora de SaaS do Brasil, bem como fizemos maciços investimentos em ergonomia. Em 2008 o investimento em internet e ergonomia será ainda maior, como foi mostrado no ultimo Planeta Datasul.
Continue participando e influenciando outras pessoas a participar. Isto é importantíssimo para o futuro dos produtos que desenvolvemos e que tem aumentado a capacidade competitiva de nossos clientes.
Muito obrigado
Adorei a iniciativa. Tenho acompanhado o crescimento da Datasul e a constante introdução de tecnologias novas em seus produtos. Esta iniciativa torna a Datasu novamente piorneira em escutar o mercado através de ferramentas de Web 2.0. Parabéns.
Olá Jorge
Parabéns pelo blog! Excelente ter um espaço onde podemos acompanhar sua opinião sobre TI. Sobre este post, é realmente assustador presenciar todas estas mudanças e de forma tão acelerada.
Gostaria de recomendar dois vídeos sobre este tema que publiquei no meu blog:
http://www.goetten.org/?p=38
http://www.goetten.org/?p=23
Um grande abraço!
Vicente.
Primeio gostaria de parabenizá-lo pela idéia, achei um show.
Concordo com o Eduardo, precisamos trazer o EMS para o mundo http://www.
Jorge, poucas palavras traduzem de forma simples o que, passamos na Indústria da Tecnologia e/ou Montadoras/Indústrias da Tecnologia, sinceramente, algumas vezes fico na dúvida, porém traçar um paralelo com a Indústria Automobilistica é bem interessante, pois ao colocarmos esta ” fotografia ” registro do passado, ao lado desta ” foto digital ” teremos o mesmo caminho sendo traçado com os mesmos fatos em palavras diferentes, porém, é claro, em velocidade superior, tal como a rapidez da Fórmula 1.
Em nossa globalizada indústria, talvez falem que nos falta somente o tradicional Estoque da indústria , mas sem desmerecer, temos támbem em nossa indústria o tal do Estoque em processo, que trata-se do conhecimento, cuja deteriorização pode ser rápida, assim, de fato, não temos diferenças, nem mesmo quanto aos fatos do passado, tornando-se um ciclo.
Imagine a Globalização com o surgimento do rádio, do telefone e da televisão, ou mesmo um pouco antes, com o surgimento das CARAVELAS, onde a mão de obra navegava de outros países e chegavam inclusive ao Brasil, ou ainda, onde seu Rei podia mudar depois de grandes batalhas, desta forma podemos dizer que a Globalização é algo do passado
Cada vez fico mais certo de que o que a indústria “mecânica” passou, nós passaremos, talvez não em estradas de chão batido, mas sim em largas avenidas de puro asfalto.
Jorge, essa sua iniciativa de democratizar suas idéias e experiência corporativa é extremamente válida e louvável. Parabéns!
Com relação ao post, concordo com sua colocação. Vivemos em um mundo extremamente ágil, e é sabido que somente no século XXI o mundo produziu mais informação do que já havia sido produzido em toda a história da humanidade. O mundo WEB criou uma nova forma de pensar, um novo padrão de comportamento. Vivemos em um mundo de plena colaboração, e cada vez mais esse tema deve ser observado. E as empresas e seus colaboradores precisam estar muito mais atentos e preparados para “interfacear” com essa nova realidade!
Um grande abraço!
Olá Jorge:
Este tipo de visão é mesmo de esperar de você!!! O teu artigo é maravilhoso e aborda muito bem as tendências convergentes da tecnologia. Sua visão é impar. Nas tuas próximas dissertações (e eu vou acompanhar sempre seu blog, pois você tem autoridade para falar no assunto), proponho que você dê mais enfase na tecnologia voltada aos negócios de cada “cauda longa”, pois penso que é avaliando os processos, procedimentos e particularidades de negócio (furos fatais) de cada segemento e/ou empresa, é que teremos projetos cada vez mais assertivos.
Forte abraço,
Pedro
Jorge, parabéns pela iniciativa, você tem muito a contribuir com o setor com sua experiência e conhecimento.
Com relação ao texto, concordo com tudo o que você escreveu e entendo que o foco da qui para frente vai ser desenvolver ofertas pensando na cauda longa e na simplicidade, isto é, desenvolver pensando em estar em todos os lugares (global) e com simplicidade, de forma que seja possível os clientes adaptarem as aplicações para suas necessidades.
Jorge,
Parabéns por mais uma ótima iniciativa. A possibilidade da troca de idéias através de blogs é realmente uma das várias revoluções que nós todos assistimos neste século. Acrescentaria apenas nesta lista das “Forças motrizes do século XXI”, a convergência de tecnologias, que cada vez mais viabiliza o maior uso, e a adoção de produtos. Quando utilizamos produtos como o i.Phone, ou Blackberry, ou Palm, etç, nem sempre consideramos de que estes dispositivos só se tornaram possiveis devido a união de várias tecnologias, que como um lego perfeito convergiram para criar um novo produto que nada mais é do que várias tecnologias já testadas e bem conhecidas trabalhando em conjunto perfeitamente.
Um abraço,
Claret
Parabéns pela iniciativa!!
Na linha deste seu pensamento Nicholas Carr escreve no seu livro The Big Switch: Rewiring the World from Edison to Google que a adoção de utility computing substituirá as instalações de TI atuais de maneira definitiva em poucos anos.
Ele faz uma analogia das fábricas do século passado que começaram a terceirizar suas estações de energia (processo core na época) à medida que os serviços das concessionárias melhoraram.
Recomendo o vídeo de sua entrevista que publiquei no meu blog:
O departamento de TI morreu?
[]s
Ubirajara
Jorge,
Parabéns pelo artigo e a inicitiva de criar esse espaço.
A velocidade da web está cada vez mais presente em todos os aspectos de negócio e precisamos incorporar essa flexibilidade em nosso dia-a-dia.
Acredito que a Datasul tem conseguido uma posição de destaque justamente por antever os próximos passos e se preparar para eles. Vamos precisar ser cada vez mais rápidos e simples, não haverá mais tempo para explicações!
Att. Jeferson.
Jorge, bom dia!
Parabéns pela iniciativa de relacionamento franco,direto e de troca de idéias, possibilitando muito aprendizado.
A Ergonomia comentada por você, certamente estará embutida na esperada InfoEconômia, caracterizada pela junção da TI,Comunicaçào e Multi Mídia, requisito obrigatório para atendermos as necessidades de acesso às informações no tempo,lugar, usabilidade e forma de apresentaçào adequada aos negócios.
Jorge, parabéns pela visão e oportunidade de compartilharmos assunto que achamos importante. Seguindo a linha de pensamento sobre padrões de projeto…
Na curta, porém rapidamente evolutiva história das ciências da computação e da engenharia de software, variaram muito as técnicas, métodos, processos, meios e recursos utilizados. Os projetos fracassavam com freqüência porque os desenvolvedores não conseguiam comunicar um ao outro bons projetos de software, arquiteturas e práticas de programação. Não faz muitos anos, estruturas de dados, fluxogramas e técnicas modulares de programação dominavam o cenário. Então, o paradigma de orientação a objetos iniciou sua trajetória. No contexto do desenvolvimento de software orientado a objetos, os padrões de projeto (…) tornaram-se um dos tópicos mais “quentes” na área de engenharia de software nos últimos anos. O simples uso da OO não garante que obtenhamos sistemas confiáveis, robustos, extensíveis e reutilizáveis. O foco das metodologias de desenvolvimento está na solução em si (o que e como) e não em suas justificativas (porque).
“Um Pattern descreve um problema que se repete várias vezes em um determinado meio, e em seguida descreve o núcleo da sua solução, de modo que esta solução possa ser usada milhares e milhares de vezes” [Christopher Alexander]. Sistematicamente nomeia, motiva e explica um projeto genérico, que endereça um problema de projeto recorrente em sistemas orientados a objetos.
As principais vantagens de utilizarmos padrões são:
• Capturam o conhecimento e a experiência de especialistas em projeto de software, pois difícil compartilhar a experiência entre experts e novatos.
• Especificam abstrações que estão acima do nível de classes ou objetos isolados ou de componentes [Gamma et al 1995].
• Definem um vocabulário comum para a discussão de problemas e soluções de projeto [Gamma et al 1995].
• Facilitam a documentação e manutenção da arquitetura do software [Buschmann et al 1996].
• Auxiliam o projeto de arquiteturas mais complexas.
Reusabilidade real não se obtém de técnicas de “cut & paste” nem do simples reaproveitamento de módulos de software. E melhora do uso não se obtem reusando o mesmo template milhares de vezes e sim entendendo a tarefa do usuário e como a funcionalidade se encaixa no processo.
[]s
Fábio.
Dippold,
Agradeço a colaboração, ainda do primeiro post, e concordo plenamente que é a expertise de desenvolvimento de uma empresa que transforma uma plataforma padrão em objeto de desejo para o usuário. Mas eu gostaria de fazer uma pergunta para você e para todos que acessarem este comentário vou ainda mais longe. Vc entende, como eu, que ouvir o usuário também é fundamental nesta equação? Grande abraço.
Jorge,
que bom que podemos compartilhar nossas visões sobre este assunto através destes posts. Uma iniciativa eficaz, com certeza.
Além do que já foi postado anteriormente gostaria de acrescentar mais dois itens que acredito precisem estar considerados quando falamos de Web, a saber:
(a) Estamos por receber no “mundo corporativo” uma nova geração de pessoas “nascidas na Internet”. Já habituados a interagir pela Web e de conceber esta oportunidade como parte vital de seu trabalho. Nossos adolescentes e jovens não imaginam mais usar computador sem interação com outras pessoas através dele. É um mundo de oportunidades. Neste sentido, a resposta para sua pergunta, feita para o Dippold num post acima, é “sim”, pois, capturar as espectativas destes usuários é fundamental para minimamente satisfazê-lo.
(b) para fornecedores de softwares lança-se um novo desafio, o de fazer a sua própria cadeia de fornecimento participar ativamente no processo de entrega do software (seja no modelo de SaaS ou mesmo num modelo mais tradicional). A ponto de que o software acaba sendo totalmente finalizado somente quando personalizado para cada “usuário final”. Muitas vezes isto acaba sendo feito pelo próprio usuário final.
Grato.
Alvacir.
Olá Jorge!
Achei muito interessante a idéia e importância cada vez mais forte sobre o tema Ergonomia.
Gostaria de acrescentar que em minha opinião a empresa que alcança mais sucesso em relação a ergonomia é aquela que consegue capturar a visão do usuário final.
Outro ponto que vai concorrer na decisão de compra de um software será a capacidade de integração que este software possuir.
Estes dois pontos: Ergonomia e Capacidade de Integração já são fatos presentes e não futuros, porém ganharão cada vez mais importância a medida que os aplicativos forem sendo portados para WEB.
Jorge,
Agradeço primeiramente a oportunidade sem igual de podermos trocar idéias de uma maneira rápida, simples e informal; na qual, não tenho dúvidas, trará os resultados esperados em nossos desafios diários.
Complementando a colocção de quanto é importante ouvir o usuário…
Metodologias de projetos centradas no usuário são um paradigma a ser quebrado por gerentes de produto e projeto no sentido de conscientização que novas e importantes tarefas a devem consideradas em nossos planejamentos de construção de software. Como diz nosso professor Richard Faust: “Não existe sentido qualquer trabalho de usabilidade sem envolver o usuário”.
[]s
Fábio Dippold
Poletto, Luciano.
Há algum tempo atrás as tecnologias que criavam tecnologias prometiam independência, componentização, integração, conexão e coesão. Sempre buscamos a colocar em prática todos esses conceitos Não tardou muito para o mercado evoluir e oportunizar potentes ferramentas como Adobe e IBM separando definitivamente as duas vocações. Uma para ergonomia, interface e usabilidae(Adobe). Outra para codificação pesada de regras, legislações e práticas e csotumes(IBM). Uma terceira e tão importante é a capacidade de usar tudo isso para desenvolver soluções de valor agregado em negócios.
Enquanto alguns provedores apostaram em tecnologias proprietárias a Datasul buscou nos seus parceiros a melhor tecnologia em cada camada. Já tínhamos anos atrás a visão desta separação evolutiva o que nos confere adotar as ultimas novidades de mercado. SaaS, SOA,ASP, entre outras.
Atualmente focamos em tecnologia que desenvolve a capacidade competitiva de nossos clientes através do entendimento das suas necessitades.
Um forte quebra costelas.
Grisa
Te agradeço, Grisa, pela ajuda em responder ao Luciano, resgatando os passos que a Datasul vem dando com esta visão de flexibilidade no uso das tecnologias de mercado. Forte abraço.