Jukebox http://datasul.socialmediaclub.com.br Blog do Jorge Steffens Mon, 18 Aug 2008 17:29:20 +0000 http://wordpress.org/?v=2.5.1 en © alexandre.fugita@gruporma.com.br () alexandre.fugita@gruporma.com.br() Blog do Jorge Steffens alexandre.fugita@gruporma.com.br No no http://datasul.socialmediaclub.com.br/wp-content/plugins/podpress/images/powered_by_podpress.jpg Jukebox http://datasul.socialmediaclub.com.br 144 144 Mudar é crescer, crescer é mudar http://datasul.socialmediaclub.com.br/mudar-e-crescer-crescer-e-mudar/ http://datasul.socialmediaclub.com.br/mudar-e-crescer-crescer-e-mudar/#comments Mon, 18 Aug 2008 17:25:10 +0000 Jorge Steffens http://datasul.socialmediaclub.com.br/?p=29 Quem gosta de futebol sabe que em todo início de temporada as principais notícias são as contratações de jogadores. Neste semestre, a principal notícia do time Datasul é a fusão com a Totvs, anunciada no dia 23 de julho. Agora, a nossa agremiação é uma gigante do software nacional, com atuação internacional em mais de 18 países e participação em três continentes. Uma empresa forte, de caráter global.

Esse processo tornou a Datasul parte imprescindível da maior empresa de softwares do Brasil, a segunda na América Latina e a 9ª empresa de TI no mundo. Teremos mais opções de produtos e serviços para nossos clientes, mais talentos em tecnologia com um time com 9 mil profissionais, mais capacidade de desenvolvimento, suporte e atendimento. O negócio não é uma simples aquisição. Ambas empresas vêm diversificando suas atuações nos últimos anos, com mais de 17 marcas incorporadas, e desenvolvendo cases de sucesso para inúmeros clientes, que agora passam a contar com um extenso portfólio de soluções e serviços.

Quando a Datasul e a Totvs abriram seus capitais na bolsa, elas ratificaram sua vocação natural para crescer, deixando claro que o mercado de tecnologia nacional tem um grande potencial. Esse movimento de união que fazemos demonstra que nossas capacidades somadas podem ir ainda mais longe, criando um novo paradigma de mercado ao permitir que o Brasil tenha, na área de software, mais um importante player global, ao lado de empresas como Ambev, Vale, Gerdau e Embraer.

Chegamos até aqui fazendo história graças a nossos clientes e junto com eles e com a Totvs continuaremos esta história de sucesso. Vocês poderão ver isso no Planeta Datasul 2008.

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Uma jovem senhora de 30 anos http://datasul.socialmediaclub.com.br/uma-jovem-senhora-de-30-anos/ http://datasul.socialmediaclub.com.br/uma-jovem-senhora-de-30-anos/#comments Fri, 27 Jun 2008 20:11:01 +0000 Jorge Steffens http://datasul.socialmediaclub.com.br/?p=28 No último dia 20 de abril a Datasul completou 30 anos de vida. Apesar de madura em anos de vivência corporativa, a empresa manteve-se jovem em sua essência, refletindo os valores de seu fundador Miguel Abuhab. O Miguel, meu chefe e amigo, iniciou suas atividades como Consultor de Diretoria na Consul, (atual Multibrás), onde desenvolveu o plano de expansão da companhia e foi pioneiro na implantação de um sistema para o controle da produção por computador. Em 1978, fundou a Datasul – que fez parte do início da indústria de TI no Brasil - para assessorar empresas que desejavam implantar sistemas de manufatura no auge da política de reserva de mercado na informática, que vedava o acesso pelas empresas e consumidores brasileiros aos computadores e programas importados.

Na visão de seu fundador, para se manter jovem e ativa a empresa deveria basear suas estratégias de crescimento em três valores: compromisso absoluto com o atendimento das necessidades de seus clientes, mente inovadora e valorização dos talentos humanos. Em 1999, coerente com sua visão de inovador, Miguel implantou o modelo (único na indústria) de franquias para desenvolver e comercializar os softwares e serviços da companhia, transformando centenas de colaboradores em novos empreendedores.

Eu mesmo, sou um produto da fidelidade do Miguel a seus princípios. Iniciei minha carreira ainda garoto, como programador da Datasul e em 2003, aos 37 anos, fui surpreendido pelo Miguel com um convite para me tornar o CEO, encarregado de preparar o caminho para a abertura de capital, o que viria a acontecer em 2006. Aceitei, ainda que temeroso, graças ao apoio e à confiança que me foram concedidas pelo Miguel.
Em 2007 a Datasul, novamente coerente com seus pilares estratégicos, marcou época ao abrir o código de boa parte da ergonomia de seu software, colocando-o disponível na web para o desenvolvimento colaborativo.

Hoje, podemos dizer, com orgulho, que a Datasul é única empresa de TI com variação positiva no Bovespa em 2008, mostrando o acerto de nossas estratégias e a confiança renovada por nossos clientes e investidores. Empregamos hoje 3.800 profissionais – incluindo as equipes das companhias adquiridas recentemente como aInformenge, Meya Argentina e Brasil, Próxima, Ilog, YMF, Soft Team, Gens, Tools e Tech Solutions – e temos operações na Argentina, Chile, Colômbia e México atendendo a um contingente de 3.500 clientes. A companhia também está desenvolvendo parcerias tecnológicas com lideres globais, incluindo a Adobe, IBM, Microsoft,Progress e Salesforce.com.

O que vem pela frente? Só o tempo dirá, mas nós do conselho de administração continuaremos apostando no Brasil, re-investindo pesadamente nossos ganhos na expansão do negócio, em novas tecnologias, na internacionalização da empresa e, principalmente, na formação de bons profissionais e cidadãos brasileiros.

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Como foi a reunião da Comunidade de Desenvolvimento Colaborativo http://datasul.socialmediaclub.com.br/como-foi-a-reuniao-da-comunidade-de-desenvolvimento-colaborativo/ http://datasul.socialmediaclub.com.br/como-foi-a-reuniao-da-comunidade-de-desenvolvimento-colaborativo/#comments Wed, 14 May 2008 23:03:48 +0000 Jorge Steffens http://datasul.socialmediaclub.com.br/como-foi-a-reuniao-da-comunidade-de-desenvolvimento-colaborativo/ A primeira reunião da Comunidade Brasileira Colaborativa de Ergonomia de Software ocorreu nesta terça-feira, 13 de maio, na sede da Datasul, para criação de uma diretoria formada por três membros de diferentes empresas e entidades, para garantir o aspecto de independência da comunidade.

Eu abri os trabalhos e, em seguida, tivemos uma palestra com o advogado Marcus Alexandre Silva, sobre a licença Mozilla (MPL), adotada pela comunidade. Foi, também, apresentado o andamento dos trabalhos, a instituição da diretoria e o levantamento e votação dos voluntários nos diversos papéis da comunidade e de seus projetos.

Aguardamos voluntários para preencher estes papéis e mantermos a comunidade independente e atuante.

Por meio da Universidade Datasul disponibilizamos um link com a gravação da reunião http://ead.datasul.com.br/p94442979/

Aguardamos a sua participação!

Abraços,

Jorge Steffens

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Casa de ferreiro, espeto de ferro, sim senhor! http://datasul.socialmediaclub.com.br/casa-de-ferreiro-espeto-de-ferro-sim-senhor/ http://datasul.socialmediaclub.com.br/casa-de-ferreiro-espeto-de-ferro-sim-senhor/#comments Sun, 11 May 2008 22:11:54 +0000 Jorge Steffens http://datasul.socialmediaclub.com.br/casa-de-ferreiro-espeto-de-ferro-sim-senhor/ Amigos do Jukebox. Nos últimos meses temos trocado experiências e percepções acerca do excitante tema da Ergonomia, em particular quando aplicada ao software. Além dos diversos posts que eu fiz e dos feedbacks que vocês me deram, tivemos um ótimo webpanel, quando plantamos as raízes de uma Comunidade Brasileira para o Desenvolvimento Colaborativo de Ergonomia de Software. De lá para cá a comunidade vem se estruturando e, pouco a pouco, ganha contornos sólidos. Não pretendo continuar abordando o tema da comunidade neste blog, pois acho que daqui para frente ela segue caminho próprio e independente.

Hoje eu gostaria de compartilhar com vocês mais uma boa experiência pessoal que vivi, desta vez como CEO da Datasul. No último dia 29 de abril lançamos, num pequeno e charmoso evento em São Paulo, a nova familia de produtos Datasul ByYou.

O ByYou, coerente com tudo aquilo com que venho batalhando, é nova geração de softwares de gestão de negócios, pós-ERP, que além das tradicionais funcionalidades traz conceitos modernos de single sign on, RIA, plataformas tecnológicas de mercado e web 2.0. O ByYou é uma família de produtos, cuja ergonomia é configurada por cada usuário, de maneira pessoal e individual. Ele tira do ERP “aquele ranço” de software operacional, aproximando-o mais dos conceitos que nos familiarizamos em nosso dia a dia, quando usamos ferramentas como o Google. A simplicidade de uso das interfaces aproxima o software do usuário C-Level e agrega valor para o tradicional usuário operacional.

O evento de lançamento foi muito agradável (fotos abaixo). Num coquetel para cerca de 140 (*) convidados tivemos um show de mágica sensacional, comandado por Philip Blue, que circulou pelo salão fazendo mágicas on demand, em linha com a proposta do ByYou. Em seguida, eu fiz uma pequena apresentação sobre Ergonomia de Software, seguida de uma retrospectiva histórica dos softwares Datasul, culminando com uma demo ao vivo do ByYou. Esta demo foi feita por nosso Gerente de Tecnologia, Alvacir Schulze, numa banda normal, wireless e, a despeito disso, com excelente performance. Convido todos vocês a visitarem o link www.datasul.com.br/byyou para conhecerem um pouco mais desse lançamento, que, sem dúvida, coloca a Datasul na vanguarda dos modernos softwares de gestão de negócios.

Para fechar a noite com chave de ouro, o fundador da Datasul, Sr Miguel Abuhab, fez um emocionado depoimento, contando um pouco de sua visão de empreeendedor e de como transformou um sonho em uma realização de sucesso. A Datasul completou neste mês de abril 30 anos de vida, desde que o Miguel saiu da Refrigeradores Consul para montar a primeira real software house de ERP do Brasil. A propósito, o Miguel está lançando um livro sobre esses 30 anos de história (”Um Homem que Não Para” - Editora Saraiva). Recomendo a leitura. A história do Miguel é fascinante. Um abraço a todos.

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Primeiro Encontro da Comunidade de Desenvolvimento Colaborativo http://datasul.socialmediaclub.com.br/convite-encontro-comunidade-de-desenvolvimento/ http://datasul.socialmediaclub.com.br/convite-encontro-comunidade-de-desenvolvimento/#comments Fri, 09 May 2008 20:21:11 +0000 Jorge Steffens http://datasul.socialmediaclub.com.br/convite-encontro-comunidade-de-desenvolvimento/ convitee.jpg

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Casa de ferreiro, espeto de ferro! http://datasul.socialmediaclub.com.br/casa-de-ferreiro-espeto-de-ferro/ http://datasul.socialmediaclub.com.br/casa-de-ferreiro-espeto-de-ferro/#comments Fri, 25 Apr 2008 19:15:18 +0000 Jorge Steffens http://datasul.socialmediaclub.com.br/casa-de-ferreiro-espeto-de-ferro/ Amigos, desde meu primeiro post no Jukebox venho defendendo algumas bandeiras não comuns à indústria de software, tais como a importância da ergonomia, o software oferecido como um serviço, o uso da internet como meio de acesso, a utilização de plataformas tecnológicas de mercado em detrimento de plataformas proprietárias, entre outros aspectos.

Na posição de CEO da Datasul, procuro ser coerente com minhas crenças. Com esta convicção tenho defendido dentro da empresa a evolução de nosso produto na direção daquilo que reputo relevante para nossos usuários.

No próximo dia 29 de abril - mês em que a Datasul completa 30 anos -, anunciaremos uma nova geração de produtos, que agrega todos os conceitos que tenho defendido neste blog.

Em respeito ao investimento feito pelos nossos clientes, nossa nova geração de produtos introduz conceitos de gestão inovadores:

·    TOC (Teoria das Restrições)
·    Estratégia de sempre contar com parceiros de tecnologia ao invés de tecnologia proprietária
·    Utilização de arquitetura escalável
·    Uso intensivo de personalização
·    Padrão de gráfico diferenciado
·    Conceitos de Web 2.0
·    Padrões abertos para integração com outros aplicativos

O “nome interno” do novo produto é Anyware, fazendo referência a um produto que pode ser utilizado com quase qualquer base tecnológica, dentre às mais populares do mercado.

O produto será lançado num importante evento em São Paulo para alguns convidados da imprensa, clientes Datasul e parceiros de negócios. No dia seguinte ao lançamento, todos vocês poderão conhecer o Anyware através de nossos portais na web, ou através da rede de franquias Datasul em todo o país.

Essa nova “geração” de produtos da Datasul deverá marcar época e, pelas suas características, vocês verão que nós somos “ferreiros que assamos a carne em espeto de ferro”.

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Da teoria à prática http://datasul.socialmediaclub.com.br/da-teoria-a-pratica/ http://datasul.socialmediaclub.com.br/da-teoria-a-pratica/#comments Fri, 11 Apr 2008 18:46:46 +0000 Jorge Steffens http://datasul.socialmediaclub.com.br/da-teoria-a-pratica/ Nos meus últimos posts tenho discutido intensamente a idéia de constituirmos uma Comunidade para o Desenvolvimento Colaborativo de Ergonomia de Software (CDES) Brasil. É chegada a hora de sairmos da teoria para a prática e nos movimentarmos em direção à formalização da entidade.

Na verdade, já temos um embrião de comunidade, com a disponibilização de tempo de profissionais do network Datasul, código-fonte (licença MPL), blogs, fóruns e wiki, mas tudo isso é apenas um “pontapé inicial”. Já tivemos até retornos muito positivos, como do Sr. Igor Costa e a empresa OnCast. Os projetos estão localizados em:

Em breve colocaremos estes links de forma destacada dentro da nossa comunidade, visando incentivar outras iniciativas na mesma direção.

Indo um pouco além, proponho nos reunirmos fisicamente em Joinville, no dia 13/05/2008, das 14 às 17h, na sede da Datasul, com o objetivo de formalizarmos a CDES Brasil. Agenda proposta:

  • Abertura e recall dos propósitos da comunidade – Jorge Steffens (CEO Datasul)
  • Proposta organização e papéis para os participantes da CDES – Jorge Steffens
  • Proposta de procedimentos para operação da comunidade – Edimilson Correa (Dir. Desenvolvimento Datasul)
  • Revisão da plataforma Tecnológica para a Colaboração – Glauco Scheffel (Gerente Tecnologia) e Rodrigo Bernardi (Arquiteto e líder de projeto)
  • Apresentações das SW houses presentes (5 min cada)
  • Eleição da Diretoria e plano de ação com próximos passos – Edimilson Correa

Durante o evento abriremos um link web para transmitir a reunião para quem se interesse e não possa participar fisicamente. O link será informado diretamente para aqueles que se inscreverem para o evento. Os participantes web poderão interagir através da sala de chat.

Inscrições devem ser enviadas para contato @ opensource.datasul.com.br (espaços em branco para evitar spammers) com seus dados de contato (nome, empresa, cargo, e-mail e telefone).

Reforço ainda o convite para que as discussões sobre usabilidade e web 2.0 não aguardem nosso encontro presencial e comecem o quanto antes, através do fórum localizado em: http://opensource.datasul.com.br/jforum

Um forte abraço a todos os futuros parceiros.

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Comunidades e Padrões Abertos http://datasul.socialmediaclub.com.br/comunidades-e-padroes-abertos/ http://datasul.socialmediaclub.com.br/comunidades-e-padroes-abertos/#comments Wed, 09 Apr 2008 19:54:55 +0000 Jorge Steffens http://datasul.socialmediaclub.com.br/comunidades-e-padroes-abertos/ Antes de falar de comunidades e padrões abertos, gostaria de agradecer àqueles que participaram do nosso web panel de 31.03 e compartilhar com vocês as estatísticas do evento:

  • 48 pessoas participaram presencialmente do evento, entre blogueiros, jornalistas, clientes e analistas de mercado.
  • A audiência média do painel pela web se situou entre 60 e 90 internautas, das 9 hs às 12 hs.
  • O debate gerou 243 comentários no Twitter, para um público potencial de 5.000 pessoas.
  • O debate ao vivo e web, simultâneo através de uma sala de chat, foi encerrado ao meio-dia com perguntas entrando todo o tempo. Durante o debate, o nível de interesse se manteve sempre alto.

Na busca do desenvolvimento colaborativo, hoje abordarei a questão dos padrões e sua importância para a colaboração.

O motivo pelo qual você pode ir a uma loja, comprar uma TV e ao chegar em casa, simplesmente ligar na tomada, conectar em uma antena e já sair assistindo seu programa favorito, é porque existem padrões. Com certeza nem passou pela sua cabeça na hora da compra se o plugue da TV iria encaixar na tomada da sua casa. Esse é só um exemplo entre milhares de situações na vida moderna onde a padronização está presente. Podemos dizer que a padronização de produtos, tecnologias, serviços e processos tem sido um fator-chave na incrível evolução industrial e tecnológica da humanidade. Quanto mais um produto interage com outros, maior a importância do mesmo ser construído baseado em padrões; assim como maior é a possibilidade de seu sucesso no mercado.

Se no mundo dos bens de consumo os padrões são importantes, no mundo dos bits e bytes eles são fundamentais. Podemos produzir uma “bola” seguindo um simples padrão (formato “redondo”), mas é impossível criar um software sem utilizar uma boa quantidade de padrões. Linguagens de programação, protocolos de comunicação, bancos de dados, são coisas do dia a dia da informática e todas são baseadas em padrões. O que seria da Web se não fosse alguns de padrões bem conhecidos: HTML, HTTP, TCP/IP, XML, entre outros. Na chamada Web 2.0, a necessidade de padrões torna-se ainda mais evidente. O uso de mashups na Web 2.0, que basicamente é a integração de serviços de diferentes sites em uma página Web, seria muito difícil sem o uso de padrões.

Os padrões de mercado podem surgir de diferentes maneiras, em muitos casos, o sucesso de um produto, ou tecnologia, acaba definindo um padrão. Em certas situações, especialmente em casos de monopólios, os padrões acabam sendo impostos. Normalmente os padrões definidos por um fabricante único, estão associados a patentes e royalties e são chamados de padrões fechados. Por outro lado existem os padrões abertos, que são aqueles definidos por comunidades e/ou associações de fabricantes. Nos padrões abertos, as pessoas e empresas podem livremente utilizar no desenvolvimento de seus produtos ou serviços.

Ao desenvolver um novo componente ou aplicativo de software, procuraremos por padrões abertos que possam ser utilizados. Isso fortalecerá o produto resultante, aumentando sua interoperabilidade e muitas vezes evitando a ”reinvenção da roda”. Produtos que seguem padrões abertos são mais fortes, assim como as comunidades que apóiam e divulgam tais padrões.

Existem diversas entidades padronizadoras que definem padrões abertos, como ISO, ABNT, W3C, entre muitas outras. Uma dessas entidades, conhecida como JCP (Java Community Process), é uma organização que visa a padronização e evolução das tecnologias Java. O modelo do JCP é baseado nas chamadas Java Specification Request (JSRs). Uma JSR engloba a especificação de uma determinada tecnologia ou API Java, uma implementação de referência, que prova a viabilidade do que foi documentado e uma suíte de testes, para que implementadores da especificação tenham uma forma de certificar que seus produtos seguem o especificado. Exemplos como o do JCP devem ser seguidos e incentivados nas comunidades. Não só para construção de componentes, definição de protocolos, mas também para a evolução do vasto universo da ergonomia e usabilidade.

Destaco ainda outras padronizadoras internacionais que possuem padrões focados na usabilidade, como a “International Standardization Organization (ISO)” e “International Eletrotechnical Comission (IEC)”. Os principais padrões com esse foco específico são:

  • 9241-11: Guidance on usability
  • 13407: Human-Centred Design Processes or Interactive Systems
  • 18529: Human-Centred Design Lifecycle Process Descriptions

Acredito que, uma vez constituída formalmente nossa Comunidade para o Desenvolvimento Colaborativo de Ergonomia de Software (CDES), o primeiro passo deverá ser a aproximação das entidades padronizadoras, para que possamos escolher os padrões que facilitarão nossa colaboração.

Num próximo post proporei a agenda para uma reunião “ao vivo” (presencial e com participantes via web de todo o país) para fundarmos formalmente a CDES Brasil.

Um abraço.

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Fotos e vídeos do Webpanel http://datasul.socialmediaclub.com.br/fotos-e-videos-do-webpanel/ http://datasul.socialmediaclub.com.br/fotos-e-videos-do-webpanel/#comments Tue, 08 Apr 2008 14:16:49 +0000 Jorge Steffens http://datasul.socialmediaclub.com.br/fotos-e-videos-do-webpanel/ Abaixo você pode conferir algumas fotos do Webpanel Jukebox que fizemos no dia 31/03:

E a gravação do webcast, na íntegra, com a discussão sobre ergonomia, colaboração e a criação de uma comunidade colaborativa, além das perguntas da platéia e da internet.

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http://datasul.socialmediaclub.com.br/fotos-e-videos-do-webpanel/feed/ 3:00:00 Fotos e viacute;deos do Webpanel Blog do Jorge Steffens Uncategorized alexandre.fugita@gruporma.com.br no No
Lançada a pedra fundamental da comunidade colaborativa http://datasul.socialmediaclub.com.br/lancada-a-pedra-fundamental-da-comunidade-colaborativa/ http://datasul.socialmediaclub.com.br/lancada-a-pedra-fundamental-da-comunidade-colaborativa/#comments Wed, 02 Apr 2008 17:46:58 +0000 Jorge Steffens http://datasul.socialmediaclub.com.br/lancada-a-pedra-fundamental-da-comunidade-colaborativa/ Prezados amigos, anteontem lançamos a pedra fundamental de nossa comunidade colaborativa para desenvolvimento de ergonomia de software. A ergonomia tem sido nossa meta principal para a colaboração, por todos os motivos explicados e discutidos anteriormente, mas não precisamos nos limitar a ela. Podemos, ao longo da evolução de nossa comunidade, decidir por desenvolver colaborativamente outros componentes de software que julguemos interessantes para nossas empresas. Proponho denominar nossa comunidade como “Jukebox Software”. Se vocês não gostarem, me mandem idéias e sugestões através do fórum.

Aproveitando a oportunidade gostaria de agradecer publicamente pela excelente participação em nosso webpanel sobre desenvolvimento colaborativo. Tivemos cerca de 48 participantes ao vivo (entre clientes Datasul, blogueiros, jornalistas e software houses) e na web uma audiência entre 60 e 90 participantes na sala de chat. O debate foi sensacional e só paramos ao meio-dia por fechamento do link, pois as perguntas e questionamentos (todos muito interessantes) não paravam de chegar.

O vídeo do evento está disponível no hotsite, na aba “gravação webcast”. Quem estiver interessado em fazer download ou ver os PPT´s por favor acessar no Slideshare:

É chegado o momento de iniciarmos para valer os trabalhos da comunidade Jukebox Software. O acesso à plataforma de colaboração pode ser feito em http://opensource.datasul.com.br

Algumas formas possíveis de participar são:

  • Participando das discussões em fóruns;
  • Sugerindo melhorias na documentação;
  • Usando os componentes e sugerindo melhorias;
  • Usando os componentes e reportando bugs;
  • Lendo o manual de como fazer o build de um componente e melhorando o processo de empacotamento;
  • Sugerindo como testar e melhorar os componentes;
  • Enviando testes unitários;
  • Olhando os códigos e sugerindo melhorias na estrutura interna;
  • Contribuindo com patchs para corrigir bugs;
  • Contribuindo com novas características para o código (features).

Porém, eu proponho que a definição das regras e do processo participativo também fossem desenvolvidas colaborativamente. Para esse fim abrimos um fórum chamado “Processo da Comunidade”.

Contribuam com suas sugestões.

Indo um pouco além, existem coisas mais operacionais a decidir como, por exemplo, a questão da adoção e apoio a padrões abertos. Devemos nos aproximar de entidades padronizadoras, como W3C e Java Community Process (JCP). Em nossos projetos devemos incentivar a utilização, sempre que possível dos padrões já existentes.

Além disso, precisamos nos organizar fisicamente como uma comunidade. Coisas chatas, mas necessárias como, por exemplo, discutir papéis, responsabilidades e eleger uma diretoria.

Aqueles de vocês que quiserem participar fisicamente da nossa comunidade, por favor, enviem seus contatos (nome, empresa, cargo, e-mail e telefone) para Rodrigo Bernardi, no e-mail contato@opensource.datasul.com.br

Tão logo tenhamos a relação de interessados faremos a convocação de uma primeira reunião para constituição de nossa comunidade, a ser realizada nos próximos 30 dias em São Paulo. Os demais, podem participar e colaborar com a comunidade (vide lista de possibilidades acima), mesmo sem o vínculo formal.

Um abraço.

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Convites presenciais para o Webpanel http://datasul.socialmediaclub.com.br/convites-presenciais-para-o-webpanel/ http://datasul.socialmediaclub.com.br/convites-presenciais-para-o-webpanel/#comments Fri, 28 Mar 2008 14:46:23 +0000 Jorge Steffens http://datasul.socialmediaclub.com.br/convites-presenciais-para-o-webpanel/ Convidei algumas pessoas para participar presencialmente do webpanel em São Paulo, mais ainda temos alguns lugares. Se alguém tiver interesse em assistir a palestra ao vivo, entre em contato com a organização do evento:

talita.mariano@gruporma.com.br
gabriela.nardy@gruporma.com.br

Mais informações sobre o evento neste link.

ps: Para os que vão ao evento, segue o mapa com o local.


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Podcast: entrevista com Jorge Steffens http://datasul.socialmediaclub.com.br/podcast-entrevista-com-jorge-steffens/ http://datasul.socialmediaclub.com.br/podcast-entrevista-com-jorge-steffens/#comments Thu, 27 Mar 2008 14:20:05 +0000 Jorge Steffens http://datasul.socialmediaclub.com.br/podcast-entrevista-com-jorge-steffens/ Fui entrevistado pelo Guido Orlando Silva, jornalista de tecnologia, sobre os assuntos abordados aqui no Jukebox. Abordo ergonomia, Apple, software aberto e como a Datasul está encarando todas essas tecnologias.

Ouça abaixo o podcast (aprox. 8 minutos)

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http://datasul.socialmediaclub.com.br/podcast-entrevista-com-jorge-steffens/feed/ 8:46 Podcast: entrevista com Jorge Steffens Blog do Jorge Steffens Uncategorized alexandre.fugita@gruporma.com.br no No
Webpanel: “Colaborar, ou não colaborar, eis a questão http://datasul.socialmediaclub.com.br/webpanel-%e2%80%9ccolaborar-ou-nao-colaborar-eis-a-questao/ http://datasul.socialmediaclub.com.br/webpanel-%e2%80%9ccolaborar-ou-nao-colaborar-eis-a-questao/#comments Wed, 26 Mar 2008 17:47:50 +0000 Jorge Steffens http://datasul.socialmediaclub.com.br/webpanel-%e2%80%9ccolaborar-ou-nao-colaborar-eis-a-questao/ Essa é uma questão de resposta difícil, ou com múltiplas respostas. O egoísmo inato do ser humano e a face mais escura da competitividade corporativa levam ao auto-centrismo. Porém, ao longo de nossa carreira percebemos que a chave do sucesso empresarial depende do compartilhamento de nosso conhecimento, e porque não, também de nossas dúvidas. Cabe a cada indivíduo expor suas “não certezas” para que, trabalhadas coletivamente, possam levar luz às questões mais intrincadas.

Um pouco dessa filosofia é que estaremos praticando no nosso “Webpanel de Ergonomia de Software e Desenvolvimento Colaborativo”, a ser conduzido no próximo dia 31/03, das 9 hs às 12 hs, no Auditório do Comunique-se em São Paulo e ao vivo para todos vocês, via web. (inscrições em http://comunique-se.com.br/webcast/jukebox/.)

Nossa agenda está imperdível:

  • Opening remarks: resgate da criação do blog e objetivos do webpanel - Jorge Steffens
  • O desenvolvimento de temas:
    • “O desenvolvimento focado na ergonomia”, Jorge Steffens, CEO, Datasul
    • “O desafio do desenvolvimento colaborativo”, Alvacir Schulze, gerente corporativo de Tecnologia, Datasul
    • “Proposta da comunidade de desenvolvimento colaborativo focada em ergonomia”, Glauco Scheffel, arquiteto de Tecnologia, Datasul
  • Discussão com a banca:
    • Moderador: Antonio Carlos Rego Gil, presidente da Brasscom

O painel de debates terá vários debatedores para interagir com os participantes, ao vivo no auditório do Comunique-se e pela web:

  • Jorge Steffens – CEO Datasul (software house)
  • Severino Benner – CEO Benner (software house)
  • Guilherme Jardim – CEO Winart (software house)
  • Mauro Perez – CEO IDC Brasil (analista de mercado)
  • Edney Souza – sócio-diretor da Interney (agregador de blogs)

Os participantes web (e auditório) poderão fazer perguntas que serão endereçadas aos debatedores. Comentários sobre as
respostas, via sala de chats, serão repassados para aprofundamento.

Tenho certeza que no final do web panel teremos as coisas um pouco melhor ordenadas pelo caos criativo da colaboração coletiva.

Conto com sua criatividade. Nos encontramos no dia 31/03. Até lá.

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O bazar e a catedral http://datasul.socialmediaclub.com.br/o-bazar-e-a-catedral/ http://datasul.socialmediaclub.com.br/o-bazar-e-a-catedral/#comments Thu, 20 Mar 2008 20:46:57 +0000 Jorge Steffens http://datasul.socialmediaclub.com.br/o-bazar-e-a-catedral/ Prezados amigos, além de nós, tem mais gente querendo “sair da catedral (do software proprietário) para entrar no bazar” do desenvolvimento colaborativo.

Players como a Microsoft e o Google, líderes em seus mercados, até muito recentemente “adeptos devotos da catedral”, começam a dar suas escorregadelas e tomar gosto pelo “ambiente do bazar”.

Recentemente, a Microsoft decidiu, por várias razões, incluindo as decisões das cortes européias contra políticas de monopólio, anunciar a publicação das APIs dos principais produtos da empresa.

O que isso significa? Significa, na prática, a abertura de uma janela para seus códigos-fontes de seus principais programas. A abertura destes códigos permite a alteração e a melhoria de uma série de aspectos por parte dos desenvolvedores, o que hoje já acontece no mundo Linux, essencialmente open source.

Inicialmente os softwares da Microsoft que terão suas API´s liberadas serão:

  • Windows Vista
  • NET Framework
  • Windows Server 2008
  • SQL Server 2008
  • Office 2007
  • Exchange Server 2007
  • Office SharePoint Server 2007

A Microsoft se pronunciou avisando que esta mudança se baseia em quatro pilares:

  • garantir conexões abertas;
  • promover a portabilidade de dados;
  • aumentar o suporte a padrões da indústria;
  • aumentar o grau de comprometimento com usuários e a indústria, incluindo as comunidades open source.

Ora isso é, nada mais nada menos, do que desenvolvimento colaborativo a partir de definição compartilhada de requisitos com o mercado.

Outro grande player que investe forte neste caminho é o Google. Recentemente a gigante anunciou o GPhone, um software, aliás, um conjunto deles e atende pelo nome de Android. O projeto Android está sendo desenvolvido por um grupo de mais de 30 empresas de tecnologia e mobilidade lideradas pela Google.

O Android é um pacote de softwares para dispositivos móveis que inclui sistema operacional, middleware, e aplicativos básicos. É baseado no kernel linux 2.6 e possui, como principais características:

  • máquina virtual otimizada para pequenos dispositivos;
  • SQLite para armazenamento de dados;
  • Suporte a Bluetooth, EDGE, WiFi e 3G;
  • Gráficos otimizados - bibliotecas customizadas para 2D e gráficos 3D baseados na biblioteca OpenGL;
  • Suporte à maioria dos arquivos de mídia - MPEG4, H.264, MP3, AAC, AMR, JPG, PNG, GIF.

Os exemplos acima - especialmente a Microsoft - só vêm reforçar qual será o caminho natural do desenvolvimento de software: o desenvolvimento processo colaborativo, focado na interface com o usuário, ou seja, na ergonomia.

Amigos, se até os “kings of the hills” estão querendo pensar colaborativamente, acho que nós, humildes desenvolvedores de software, estamos no caminho certo.

E, em se tratando de colaboração, nosso propósito é bem claro: aprimorar a ergonomia de software de gestão de negócios.

Abraços a todos!

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Convite ao Webpanel do Jukebox http://datasul.socialmediaclub.com.br/convite-ao-webpanel-do-jukebox/ http://datasul.socialmediaclub.com.br/convite-ao-webpanel-do-jukebox/#comments Wed, 19 Mar 2008 14:14:48 +0000 Jorge Steffens http://datasul.socialmediaclub.com.br/convite-ao-webpanel-do-jukebox/ Como já citei aqui algumas vezes, um dos principais problemas que temos hoje é o uso da tecnologia e não ela em si. E é sobre este tema, ergonomia, o Webpanel que estamos organizando para o dia 31 de março. Não percam!!!!

Para participar do Webpanel do Jukebox que será realizado no dia 31 de Março, às 9h (hora de Brasília) basta se inscrever aqui.

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Comunidade brasileira de Flex chega aos 1.500 desenvolvedores registrados http://datasul.socialmediaclub.com.br/comunidade-brasileira-de-flex-chega-aos-1500-desenvolvedores-registrados/ http://datasul.socialmediaclub.com.br/comunidade-brasileira-de-flex-chega-aos-1500-desenvolvedores-registrados/#comments Fri, 07 Mar 2008 20:06:49 +0000 Jorge Steffens http://datasul.socialmediaclub.com.br/comunidade-brasileira-de-flex-chega-aos-1500-desenvolvedores-registrados/ Li no blog Flex Brasil que a comunidade brasileira de desenvolvedores Flex chegou a marca de 1.500 registrados, com expectativa de até o final do ano dobrar esse número.

Quero deixar aqui meus parabéns à comunidade, que já é a segunda maior do mundo em Flex, e meus votos para que ela logo se torne a primeira.

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Colocando o ovo em pé http://datasul.socialmediaclub.com.br/colocando-o-ovo-em-pe/ http://datasul.socialmediaclub.com.br/colocando-o-ovo-em-pe/#comments Thu, 06 Mar 2008 14:46:02 +0000 Jorge Steffens http://datasul.socialmediaclub.com.br/colocando-o-ovo-em-pe/ No post anterior lancei um repto para juntos criarmos uma comunidade focada em ergonomia de software. Neste post eu gostaria de explicar um pouco sobre as regras e a estrutura dessa comunidade. Na verdade, estamos entrando “numa selva”, desconhecida para a maioria de nós e um pouco assustadora. Por isso, regras claras devem ser estabelecidas desde o início, para evitarmos o risco do “fogo amigo”.

Eu sou um ex-desenvolvedor e, como vocês sabem, uma vez desenvolvedor, sempre desenvolvedor. Mas o tempo e as prioridades acabam nos afastando um pouco de nossas origens. Eu confesso a vocês que, apesar de ainda curtir muito o tema desenvolvimento de software, estou um pouquinho “enferrujado”, mas ainda com uma boa visão de padrões de mercado e arquitetura de software ;-). Meu dia a dia hoje é recheado de outros temas, tais como aquisições, marketshare, análise de rentabilidade, resultados de vendas, etc., inevitáveis na rotina de um CEO.

Por essa razão pedi auxílio à minha equipe de desenvolvimento de produtos, que fez uma criteriosa seleção das opções que à disposição. Esse processo está sendo dirigido diretamente por Edimilson Correa, com o apoio de Alvacir Schulze e sua equipe, formada por Glauco Scheffel, Rodrigo Bernardi e Isabel Haufe. No final deste post reproduzo um texto do Glauco – coordenador do projeto –, sobre os principais aspectos que foram avaliados e as opções que temos para dar o “ponta pé” inicial na nossa comunidade de desenvolvimento colaborativo em ergonomia de software.

Gostaria de agradecer à minha equipe de desenvolvimento pelo empenho para propor num curto espaço de tempo toda a estrutura e as regras de nossa comunidade e assim abraçarmos definitivamente o sonho do desenvolvimento colaborativo.

Espero que você, leitor do blog, opine sobre os pontos apresentamos neste post, principalmente aqueles constantes do texto do Glauco, e nos ajude para a rapidamente dar o “pontapé inicial” na nossa comunidade.

No próximo post irei propor um encontro na web (web panel) para debatermos de maneira mais focada a criação da Comunidade Colaborativa de Desenvolvimento de Ergonomia de Software.

COMPILAÇÃO DO TEXTO DO Glauco Vinicius Scheffel

Amigos desenvolvedores, quando o Jorge nos propôs o desafio de criarmos uma comunidade de desenvolvimento colaborativo, focada em Ergonomia de Software, confesso que fiquei assustado. Tudo isso é muito novo, mesmo fora do Brasil. Num segundo momento a insegurança se transformou em entusiasmo e toda a equipe de desenvolvimento Datasul passou a curtir a pesquisa pró-ativa sobre o tema. Gostaria de compartilhar com todos vocês um pouco do que aprendemos e nossas sugestões para iniciar a formação da comunidade.

A primeira questão importante a se abordar é a hospedagem da comunidade, ou seja, a escolha da plataforma de colaboração. Nós propomos utilizar a plataforma Atlassian Jira, mas é importante expor a vocês as razões dessa escolha.

A primeira alternativa seria criar e hospedar uma comunidade em espaços públicos existentes e estruturados com ferramentas conhecidas. Opções para esta modalidade, podem ser encontradas aqui. O líder disparado desta modalidade é o SourceForge. Essa alternativa não nos pareceu a mais viável neste momento, pois para fomentarmos a comunidade deveríamos ter os processos mais próximos de nossa estrutura de gestão.

A segunda alternativa seria utilizar uma plataforma de colaboração de mercado (free ware). A primeira ferramenta avaliada foi o CollabNet. Achomos a ferramenta fácil para instalar, configurar e usar, o que traz muita confiança, destacando-se que ela é a base tecnológica do SourceForge. Eu, particularmente, fiquei impressionado com o fato do processo de desenvolvimento da ferramenta poder ser configurado por projeto, além do suporte para projetos que adotam RUP - Rational Unified Process . Apesar disso, como em nossa empresa não possuímos experiência de uso e administração de RUP, buscamos outra opção, e passamos a analisar a suíte Atlassian Jira – a qual já utilizamos no passado. Nossa experiência com essa ferramenta nos demonstrou que ela engloba o ciclo completo de desenvolvimento com excelente usabilidade. Com ela teremos: a) wiki; b) build contínua; c) revisão por pares; d) ferramentas para comparar versões de códigos; d) controle de chamados/sugestões. Outra coisa que conta a favor dessa ferramenta é o fato dela ser usada pela Apache Foundation, extremamente admirada pelos membros da minha equipe e pelo mercado.

Dessa forma, propomos criar e hospedar a comunidade num servidor da Datasul, usando a suíte Atlassian Jira e disponibilizando-a em breve pela URL http://opensource.datasul.com . Nosso time agora está trabalhando para liberar o servidor e softwares da comunidade, o que deverá ocorrer nos próximos 15 dias. A hospedagem interna nos permitirá ter os projetos internos sendo desenvolvidos em modelo colaborativo, o que simplifica o processo de migração desses projetos para uma infra-estrutura aberta quando oportuno.

A segunda questão importante que se coloca é o ordenamento jurídico do processo colaborativo. Creio que, como eu, a maioria de vocês não é versada no assunto. Por isso, estou buscando orientação jurídica para definir nosso MEMBERSHIP AGREEMENT. Em breve voltarei a vocês com mais detalhes sobre esta questão.

A terceira questão está relacionada ao licenciamento. Meu time recomendou que os códigos sejam liberados com uma licença padrão . Provavelmente nossa licença será Mozilla Public License 1.1 (MPL) . Em breve também voltaremos a discutir a esse respeito.

Finalmente, resta a questão relativa aos papéis dentro da comunidade (detalhados no post “Metas para um Desenvolvimento Colaborativo”). A questão é complexa e de difícil abordagem através de um post web. Esse é um aspecto que teremos que debater face a face, ou através de web panel. Inevitavelmente, teremos que discutir questões de liderança. Os líderes do processo de desenvolvimento colaborativo terão o direito de advertir desenvolvedores que não estejam se comportando conforme as regras acordadas pela comunidade, ou que estejam utilizando o espaço colaborativo de forma inadequada.
Glauco Vinicius Scheffel

Links relevantes para o tema deste post:

Eclipse Foundation, INC. Membership Agreement
Agile Unified Process

Open Source Software Development Image: OSSD process data diagram

Importantes referências da Wikipedia sobre o nosso tema:

Open source software development is the process by which open source software (or similar software whose source is publicly available) is developed. These are software products “available with its source code and under an open source license to study, change, and improve its design”. Examples of popular Open source software product are Mozilla Firefox and the OpenOffice.org Suite. The Open source software development method is very unstructured, because no clear development tools, phases, etc. have been defined like with development methods such as DSDM. Instead, every project has its own phases. There are, however, generalities between Open source development projects. In this entry these generalities will be described.

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Convite para criação de uma comunidade de colaboração http://datasul.socialmediaclub.com.br/convite-para-criacao-de-uma-comunidade/ http://datasul.socialmediaclub.com.br/convite-para-criacao-de-uma-comunidade/#comments Fri, 29 Feb 2008 18:52:54 +0000 Jorge Steffens http://datasul.socialmediaclub.com.br/convite-para-criacao-de-uma-comunidade/

Nesse vídeo faço um convite às softwares houses, executivos de TI, desenvolvedores, departamentos acadêmicos de universidades, entre outros, para criar e participar de uma comunidade de discussão sobre ergonomia e requisitos para desenvolvimento de software colaborativo.

Estou aberto a feedbacks dos leitores, vamos lá!

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Metas para uma comunidade de desenvolvimento colaborativo http://datasul.socialmediaclub.com.br/metas-para-uma-comunidade-de-desenvolvimento-colaborativo/ http://datasul.socialmediaclub.com.br/metas-para-uma-comunidade-de-desenvolvimento-colaborativo/#comments Tue, 26 Feb 2008 22:28:16 +0000 Jorge Steffens http://datasul.socialmediaclub.com.br/metas-para-uma-comunidade-de-desenvolvimento-colaborativo/ Amigos, em meu último post apresentei alguns conceitos sobre comunidades colaborativas para desenvolvimento de software. Neste post , gostaria de dar continuidade ao tema, abordando as metas de nossa comunidade e questões relativas à organização de uma comunidade colaborativa.

Proponho que a principal meta de nossa comunidade seja:

“Criar componentes de interface Web 2.0 e sua infra-estrutura, a partir de requisitos desenvolvidos colaborativamente com o mercado, com foco na usabilidade”.

Dúvida: como administrar algo tão complexo como uma comunidade de desenvolvimento colaborativo? Existem vários modelos para a administração de comunidades:

  • Throw code over the all? - Disponibilizar o código para a comunidade, mas para evoluir e manter esse código; só funciona se ele for revolucionário e muitas pessoas estiverem interessadas.
  • Desenvolver internamente, postar externamente? - Pessoas olham, usam, passam, porém não se percebe o efeito comunidade.
  • Open monarchy? - Aqueles que desenvolverão os requisitos são empregados da empresa, com algum apoio externo. Alguém da empresa concentra as decisões e os demais são desenvolvedores. A empresa controla tudo e atrai voluntários da comunidade.
  • Desenvolvimento baseado em consenso? -Discussões, códigos e decisões são públicos. O desenvolvimento e o crescimento da comunidade é rápido, porém caótico e mais difícil de controlar. O código oferecido ao mercado é aberto, pode ser usado por quem desejar e a responsabilidade de quem disponibiliza é restrita. A evolução se dá por meio de consenso com a comunidade.

Apesar de entendermos as dificuldades, me parece que o “Desenvolvimento Baseado em Consenso” é a melhor opção (indico assistir este vídeo, em inglês, aprox. 50 min.). Algo para discutirmos juntos.

A próxima questão que se coloca é: quais são os papéis dentro da comunidade? Para cada projeto, nossa equipe sugeriu os seguintes papéis:

  • Moderador: Sempre deverá haver um, que auxilia na tomada de decisões e interfere na solução de conflitos. Cabe a ele o “voto de Minerva”. O moderador é escolhido por votação e é o único que tem o poder de banir membros da comunidade
  • Commiters: São as pessoas que definem os requisitos que nortearão o processo de desenvolvimento. São os elementos chaves da comunidade. O commiter é alguém que de alguma maneira já se envolveu com o desenvolvimento daquela peça de código. Não há limite para o número de commiters por projeto. Escolhidos pela comunidade por votação. O commiter tem alto compromisso com a qualidade e assegura que tudo foi testado e devidamente documentado.
  • Colaboradores: Aberto a quem quiser participar. Participam do projeto, corrigindo bugs e submetendo patchs, para os commiters decidirem se entra no código ou não. Normalmente iniciam documentando ou testando o código.
  • Usuários: Desenvolvedores que acompanham o projeto e baixam códigos fonte ou versões compiladas. Usam os produtos e sugerem requisitos.

Falando um pouquinho sobre o processo de colaboração, gostaria de propor uma divisão de cada projeto em 4 fases distintas:

  • Lançamento de um componente para desenvolvimento público através de uma incubadora virtual
  • Eleição dos membros da comunidade
  • Definição dos requisitos (trabalho dos commiters)
  • Desenvolvimento colaborativo
  • Promoção dos projetos de incubados para disponíveis para a comunidade

Eis a idéia para aprofundarmos. Com base nos feedbacks, num próximo post entrarei em detalhes sobre a estrutura e o modus operandi da comunidade. Nesse post abordarei também questões como orçamento, plataforma de colaboração, infra-estrutura e quais componentes de software a Datasul pretende liberar num primeiro momento .

Sugestões sobre esses temas todos são muito bem vindas.

Referência:

Producing Open Source Software: How to Run a Successful Free Software Project; Karl Fogel – disponível on-line em FreeTechBooks.

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Repartir para multiplicar http://datasul.socialmediaclub.com.br/repartir-para-multiplicar/ http://datasul.socialmediaclub.com.br/repartir-para-multiplicar/#comments Fri, 22 Feb 2008 20:12:45 +0000 Jorge Steffens http://datasul.socialmediaclub.com.br/repartir-para-multiplicar/ O Século XXI vem quebrando várias barreiras e tabus, dentre os quais talvez o mais importante esteja ligado ao compartilhamento de informações. Hoje, por meio da web, podemos achar desde uma receita de bolo até como entender o funcionamento de um míssil. Apesar da obviedade, muitas empresas ainda acreditam que trancar segredos de negócios a “sete chaves” é o diferencial competitivo para seus negócios. Essas empresas pararam no Século XX e vão pagar um preço por isso. Em minha opinião, os segredos críticos para o negócio são aqueles relacionados à forma como transformamos produtos em serviços, para atender às necessidades latentes de nossos clientes.

No mundo das software houses são poucos os segredos relacionados com a funcionalidade oferecida. Há vinte anos, o algoritmo do MRP (Material Requirements Planning) era o “pulo do gato” dos sistemas ERP. Atualmente, a lógica do MRP é de domínio público. Pouco a pouco, a aderência do software aplicativo aos requerimentos do cliente se deslocou da funcionalidade para a ergonomia, como já abordei anteriormente. Por outro lado, a ergonomia de uso depende prioritariamente de requisitos que efetivamente atendam às prioridades do mercado e nem sempre o developer tem a necessária sensibilidade para interpretar essas prioridades, até porque elas mudam constantemente.

Por todas essas razões, acho que as software houses deveriam se reunir em comunidades de desenvolvimento colaborativo, com foco na melhoria da ergonomia, a partir de um melhor entendimento dos requisitos do mercado. Imaginemos que nosso produto seja o painel de um automóvel, cuja ergonomia queremos melhorar. O designer pode imaginar que o requisito mais importante é a visibilidade das informações no painel. O usuário, por sua vez, pode priorizar a simplicidade (só quer ler as informações críticas – tipo: falta óleo no motor, a pastilha de freios está gasta). O desconhecimento dos requisitos do usuário leva o fabricante a gastar com melhorias que não serão valorizadas pelo mercado (ou que não são as mais prioritárias). A questão que eu coloco é: como coletar, interpretar e priorizar os requisitos do mercado?

Minha sugestão: lançarmos juntos a SoftCom, uma Comunidade para o Desenvolvimento Colaborativo de Software. Essa entidade teria como foco a análise de requisitos para a melhoria da ergonomia de uso de determinados componentes de software. Quais componentes? Aqueles mais relacionados à Ergonomia de uso do software.

Nossa comunidade deve seguir as etiquetas e protocolos desenvolvidos pelo Open Source:

Numa referência ao livro The Cathedral and the Bazaar (*), estamos saindo da nossa catedral em direção a um bazar. Devemos acima de tudo perceber que nossos comportamentos e ações serão analisados e controlados por uma multidão e que nosso modus operandi deverá se adequar à realidade do bazar, para não sermos banidos deste.

As comunidades para o desenvolvimento colaborativo de software podem oferecer inúmeras vantagens:

  • Criação de uma rede de confiança;
  • Produção de softwares melhores e mais aderentes às necessidades do mercado;
  • Melhoria no relacionamento com bases de clientes.

Tudo isso será possível por meio de:

  • Extensão dos talentos técnicos disponíveis em nas empresas;
  • Redução dos custos de desenvolvimento;
  • Mudança na forma de desenvolver software.

Num próximo post, abordarei as questões relativas às metas da comunidade. Feedbacks são muito bem vindos.

*[RAY 99] The Cathedral and the Bazaar: Musings on Linux and Open Source by an accidental revolutionary;Eric S. Raymond – disponível on-line no Google Books

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Ergonomia por Jorge Steffens (vídeo) http://datasul.socialmediaclub.com.br/ergonomia-por-jorge-steffens-video/ http://datasul.socialmediaclub.com.br/ergonomia-por-jorge-steffens-video/#comments Tue, 19 Feb 2008 18:14:59 +0000 Jorge Steffens http://datasul.socialmediaclub.com.br/ergonomia-por-jorge-steffens-video/

Além do último post sobre o assunto, gravei um vídeo para ratificar minha visão em relação à importância da ergonomia como fator de diferenciação de serviços e produtos, independentemente do setor, o qual, é claro, os software de gestão não fogem à regra.

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Ergonomia em software http://datasul.socialmediaclub.com.br/ergonomia-em-software/ http://datasul.socialmediaclub.com.br/ergonomia-em-software/#comments Tue, 19 Feb 2008 00:56:22 +0000 Jorge Steffens http://datasul.socialmediaclub.com.br/ergonomia-em-software/ O desenvolvimento humano tem mudado drasticamente de direção nos últimos 10 a 15 anos, sem que a maioria de nós desse conta disso. Se eu lhes perguntasse o que mais marcou o mundo na virada para o século XXI, é provável que a maioria de vocês respondesse: o desenvolvimento rápido de novas tecnologias.

Sem discordar dessa afirmação, inquestionável, eu lhes diria que o fato mais notável na virada do século foi o acesso, quase que universal, às novas tecnologias. Hoje Boeing e Embraer, Apple e Microsoft, Toyota e GM, utilizam e disponibilizam aos seus mercados rigorosamente a mesma tecnologia.

Se é assim, então o que distingue uma empresa de outra num mesmo segmento de atuação? Eu afirmo a vocês que o que diferencia as empresas no século XXI é a ergonomia.

A ergonomia é a ciência do acesso às tecnologias oferecidas. O que diferencia um Toyota de um GM não é o câmbio tiptronic (mesmo fornecedor para as duas empresas), mas como cada uma delas facilita o uso desta tecnologia a seus clientes finais. A Boeing se diferencia da Airbus não pelo “fly by wire”, mas sim pela forma como essa tecnologia é tornada acessível aos pilotos.

A Apple revolucionou o mercado utilizando as mesmas tecnologias disponíveis, apresentadas de forma ergonomicamente atraente. E isso faz o sucesso não só dos aparelhos (iPod, MacBook Air, iPhone), mas também do próprio software do iTunes. Estão lá o design, a acessibilidade, a simplicidade para atrair milhões de “seguidores” para Steve Jobs.

Hoje, os softwares de Gestão de Negócios também são aproximadamente similares. Existem poucas diferenças entre as funcionalidades oferecidas por Datasul, SAP ou Oracle. O que torna estas empresas diferentes entre si é a ergonomia, ou seja, a forma como a funcionalidade pode ser oferecida, para ser cada vez mais simples e adequada para cada perfil de consumidor.

Em TI, isso pode ser levado ainda mais longe, na forma de consumerização, para utilizar um novo termo da era web 2.0: o software, por meio de uma plataforma flexível, utilizando as tecnologias de mercado, permite, de forma ergonomicamente simples, fácil e acessível, que o consumidor organize a interface de acordo com o seu jeito, a sua forma de trabalhar, as suas preferências.

Ergonomia para um software de Gestão de Negócios significa:

  • Interfaces com o consumidor (GUI’s) cada vez mais amigáveis e fáceis de personalizar.
  • Acesso às funcionalidades de forma seletiva e “filtrada”, não oferecendo a cada consumidor mais do que ele necessita.
  • Para que um software de Gestão de Negócios seja realmente ergonômico, ele deve respeitar duas regras:
    • A necessidade de melhorias contínuas na interface com o consumidor demanda que o desenvolvimento seja colaborativo;
    • O desenvolvimento colaborativo demanda, por conseqüência, a utilização de um software aberto (como Flex, Java, Dot Net, por exemplo) para o acesso democrático à biblioteca de componentes GUI a seus consumidores.

A definição da melhor ergonomia, por sua vez, depende de “um processo eficaz de avaliação dos requisitos do mercado”. Segundo a Wikipedia a melhor definição para requisitos pode ser:

“O que um sistema deve fazer e as circunstâncias sob as quais deve operar”.

Portanto, se quisermos projetar sistemas ergonomicamente aderentes às necessidades do mercado, devemos iniciar por entender os requisitos desse mercado. Infelizmente, os requisitos são, na maioria das vezes, definidos unilateralmente por quem produz o software, e não por quem vai usa-lo. Os requisitos para uso de um software (sua ergonomia e funcionalidade) deveriam ser definidos, colaborativamente, por quem produz o software, em consonância com quem o utiliza (o mercado).

Pensem a respeito. Voltarei ao tema nos próximos posts.

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As forças motrizes do Século XXI http://datasul.socialmediaclub.com.br/as-forcas-motrizes-do-seculo-xxi/ http://datasul.socialmediaclub.com.br/as-forcas-motrizes-do-seculo-xxi/#comments Fri, 15 Feb 2008 02:01:14 +0000 Jorge Steffens http://datasul.socialmediaclub.com.br/as-forcas-motrizes-do-seculo-xxi/ seculoxxi.jpgNós somos testemunhas de uma época de mudanças, talvez sem precedentes na história da humanidade. O Século XXI não começou realmente no dia 1o. de janeiro de 2001. Na verdade, a virada do Século XXI ocorre mais ou menos em torno de 2004 quando “o modelo Internet começa a permear toda a sociedade mundial”.

O Século XXI tem três forças motrizes:

  • A democratização do conhecimento (e a construção do conhecimento de forma colaborativa);
  • A força dos nichos, ou seja, não existem mercados desprezíveis (a “Cauda Longa”);
  • Globalização, para valer e irreversível.

Essa globalização, que falamos há quase duas décadas, nos atinge agora em sua plenitude. Isso pode ser constatado (em seu lado negativo), pela força com que a crise da economia americana vem atingindo todo o mundo.

A globalização, avassaladora, nos últimos 5 anos se deve a três fatores chave:

A democratização das ferramentas de produção permite que chineses, brasileiros, tailandeses, russos, indianos, produzam ativos de alta tecnologia, para os mercados mais sofisticados do mundo, utilizando plataformas de mercado, mantendo padrões com menor custo.

O Século XXI é o século das plataformas, a principal chave da democratização da produção. Christopher Alexander descreve como plataformas “os conjuntos de padrões que podem ser aplicados a soluções de problemas milhões de vezes, sem que se pense neles mais de uma vez”.

Assim, mais do que antes, as plataformas do Século XXI devem permitir que:

O mundo da TI é afetado em cheio, pois onde predominavam plataformas proprietárias, começam a prevalecer as plataformas de mercado, chaves para a colaboração.

Eu acredito que as plataformas de mercado substituem com larga vantagem as plataformas proprietárias em softwares de gestão. Mas como uma empresa de TI pode se diferenciar neste mundo de plataformas padrões? Este já é um assunto para o próximo posting.

Pensem em tudo que compartilhei com vocês discordem, concordem, opinem. Voltarei a esse tema brevemente.

UPDATE:

O Vicente Goetten Junior, do blog Goetten.org , mandou um vídeo ótimo, que se encaixa perfeitamente nessa “visão” para o século XXI que compartilhei com vocês.

Obrigado Vicente!

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