O bazar e a catedral
Prezados amigos, além de nós, tem mais gente querendo “sair da catedral (do software proprietário) para entrar no bazar” do desenvolvimento colaborativo.
Players como a Microsoft e o Google, líderes em seus mercados, até muito recentemente “adeptos devotos da catedral”, começam a dar suas escorregadelas e tomar gosto pelo “ambiente do bazar”.
Recentemente, a Microsoft decidiu, por várias razões, incluindo as decisões das cortes européias contra políticas de monopólio, anunciar a publicação das APIs dos principais produtos da empresa.
O que isso significa? Significa, na prática, a abertura de uma janela para seus códigos-fontes de seus principais programas. A abertura destes códigos permite a alteração e a melhoria de uma série de aspectos por parte dos desenvolvedores, o que hoje já acontece no mundo Linux, essencialmente open source.
Inicialmente os softwares da Microsoft que terão suas API´s liberadas serão:
- Windows Vista
- NET Framework
- Windows Server 2008
- SQL Server 2008
- Office 2007
- Exchange Server 2007
- Office SharePoint Server 2007
A Microsoft se pronunciou avisando que esta mudança se baseia em quatro pilares:
- garantir conexões abertas;
- promover a portabilidade de dados;
- aumentar o suporte a padrões da indústria;
- aumentar o grau de comprometimento com usuários e a indústria, incluindo as comunidades open source.
Ora isso é, nada mais nada menos, do que desenvolvimento colaborativo a partir de definição compartilhada de requisitos com o mercado.
Outro grande player que investe forte neste caminho é o Google. Recentemente a gigante anunciou o GPhone, um software, aliás, um conjunto deles e atende pelo nome de Android. O projeto Android está sendo desenvolvido por um grupo de mais de 30 empresas de tecnologia e mobilidade lideradas pela Google.
O Android é um pacote de softwares para dispositivos móveis que inclui sistema operacional, middleware, e aplicativos básicos. É baseado no kernel linux 2.6 e possui, como principais características:
- máquina virtual otimizada para pequenos dispositivos;
- SQLite para armazenamento de dados;
- Suporte a Bluetooth, EDGE, WiFi e 3G;
- Gráficos otimizados - bibliotecas customizadas para 2D e gráficos 3D baseados na biblioteca OpenGL;
- Suporte à maioria dos arquivos de mídia - MPEG4, H.264, MP3, AAC, AMR, JPG, PNG, GIF.
Os exemplos acima - especialmente a Microsoft - só vêm reforçar qual será o caminho natural do desenvolvimento de software: o desenvolvimento processo colaborativo, focado na interface com o usuário, ou seja, na ergonomia.
Amigos, se até os “kings of the hills” estão querendo pensar colaborativamente, acho que nós, humildes desenvolvedores de software, estamos no caminho certo.
E, em se tratando de colaboração, nosso propósito é bem claro: aprimorar a ergonomia de software de gestão de negócios.
Abraços a todos!

Usabilidade em Softwares para dispositivos móveis é um desafio ainda maior por causa da limitação dos dispositivos ( Tela, memória, processamento, conexão… ). Mas o mercado vem crescendo cada vez mais neste âmbito, principalmene o de entretenimento.
Sonho em um dia participar da migração de Softwares de gestão de negócios para dispositivos móveis utilizando especificamente “Adobe Flash Lite”. Tudo o que é pioneiro já foi tachado como loucura, mas o pioneiro é mais valorizado.
Softwares para dispositivos móveis não são difíceis de implementar. Usabilidade parece difícil, mas a dificuldade é superada pela criatividade e colaboração
Excelentes Posts!
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