O bazar e a catedral

por Jorge Steffens

Prezados amigos, além de nós, tem mais gente querendo “sair da catedral (do software proprietário) para entrar no bazar” do desenvolvimento colaborativo.

Players como a Microsoft e o Google, líderes em seus mercados, até muito recentemente “adeptos devotos da catedral”, começam a dar suas escorregadelas e tomar gosto pelo “ambiente do bazar”.

Recentemente, a Microsoft decidiu, por várias razões, incluindo as decisões das cortes européias contra políticas de monopólio, anunciar a publicação das APIs dos principais produtos da empresa.

O que isso significa? Significa, na prática, a abertura de uma janela para seus códigos-fontes de seus principais programas. A abertura destes códigos permite a alteração e a melhoria de uma série de aspectos por parte dos desenvolvedores, o que hoje já acontece no mundo Linux, essencialmente open source.

Inicialmente os softwares da Microsoft que terão suas API´s liberadas serão:

  • Windows Vista
  • NET Framework
  • Windows Server 2008
  • SQL Server 2008
  • Office 2007
  • Exchange Server 2007
  • Office SharePoint Server 2007

A Microsoft se pronunciou avisando que esta mudança se baseia em quatro pilares:

  • garantir conexões abertas;
  • promover a portabilidade de dados;
  • aumentar o suporte a padrões da indústria;
  • aumentar o grau de comprometimento com usuários e a indústria, incluindo as comunidades open source.

Ora isso é, nada mais nada menos, do que desenvolvimento colaborativo a partir de definição compartilhada de requisitos com o mercado.

Outro grande player que investe forte neste caminho é o Google. Recentemente a gigante anunciou o GPhone, um software, aliás, um conjunto deles e atende pelo nome de Android. O projeto Android está sendo desenvolvido por um grupo de mais de 30 empresas de tecnologia e mobilidade lideradas pela Google.

O Android é um pacote de softwares para dispositivos móveis que inclui sistema operacional, middleware, e aplicativos básicos. É baseado no kernel linux 2.6 e possui, como principais características:

  • máquina virtual otimizada para pequenos dispositivos;
  • SQLite para armazenamento de dados;
  • Suporte a Bluetooth, EDGE, WiFi e 3G;
  • Gráficos otimizados - bibliotecas customizadas para 2D e gráficos 3D baseados na biblioteca OpenGL;
  • Suporte à maioria dos arquivos de mídia - MPEG4, H.264, MP3, AAC, AMR, JPG, PNG, GIF.

Os exemplos acima - especialmente a Microsoft - só vêm reforçar qual será o caminho natural do desenvolvimento de software: o desenvolvimento processo colaborativo, focado na interface com o usuário, ou seja, na ergonomia.

Amigos, se até os “kings of the hills” estão querendo pensar colaborativamente, acho que nós, humildes desenvolvedores de software, estamos no caminho certo.

E, em se tratando de colaboração, nosso propósito é bem claro: aprimorar a ergonomia de software de gestão de negócios.

Abraços a todos!

2 Comentários em “O bazar e a catedral”

Jonas Gozdecki disse em 26 Mar 2008 - 14:11

Usabilidade em Softwares para dispositivos móveis é um desafio ainda maior por causa da limitação dos dispositivos ( Tela, memória, processamento, conexão… ). Mas o mercado vem crescendo cada vez mais neste âmbito, principalmene o de entretenimento.
Sonho em um dia participar da migração de Softwares de gestão de negócios para dispositivos móveis utilizando especificamente “Adobe Flash Lite”. Tudo o que é pioneiro já foi tachado como loucura, mas o pioneiro é mais valorizado.

Softwares para dispositivos móveis não são difíceis de implementar. Usabilidade parece difícil, mas a dificuldade é superada pela criatividade e colaboração :-)

Excelentes Posts!

 

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